Ontem foi dia de correr pelo quinto ano consecutivo a Meia Maratona do Porto 2018. Os objetivos que tinha apontado para a prova eram ambiciosos e, infelizmente, não foram alcançados. Ainda assim não estou nem por sombras desiludido com o meu desempenho. Sei que aquilo a que me proponho exige um grande empenho e seguir à risca o plano de treinos.

 

Não foi o que aconteceu e na última semana abusei do corpo. Não há milagres. Mas nem isso me vai deitar abaixo. Agora é tempo de pensar naquilo que correu mal e continuar a aprender com os erros. Ahhh e focar na preparação para a Maratona do Porto.

Quais eram os objetivos par a Meia Maratona do Porto 2018?

Quando comecei a delinear os objetivos resolvi estabelecer uma meta mais ambiciosa do que o habitual. Queria-me desafiar e tentar baixar por larga margem a 1h30 à distância dos 21km. Com um patamar máximo colocado em 1h25 (e isto seria uma tempo do outro mundo para mim) o objetivo era obrigar-me a focar nos treinos e tentar ir mais além.

 

Só que infelizmente o mês de Julho (especialmente) foi complicado ao nível dos treinos, com as pernas a não responderem tão bem quanto eu desejava aos treinos programados. Conclusão a preparação atrasou-se e acabei por ter de recuperar todo o tempo perdido no final do mês de Agosto e em Setembro.

 

A verdade é que até acho que a aceleração até à Corrida do Porto de Leixões correu muito bem. Só que na semana do grande objetivo falhei.

 

Ritual de prova cumprido à risca

Todo o ritual de prova foi cumprido como habitualmente. Deitei-me bem cedo (apesar de me ter custado um pouco a adormecer). Acordei às 6h00 (gosto de estar bem desperto à hora da corrida). Preparei tudo com a máxima das calmas, o mais relaxadamente possível. Estava bem disposto, com pensamento positivo e animado com o que podia conseguir alcançar na corrida.

 

Às 9h00 já estava na zona da partida, sem stress, sem atrasos e, acima de tudo, calmo. Só que lá no fundo eu estava a sentir que algo não estava bem…só não queria admitir a mim mesmo. Sentia-me mais cansado, sentia principalmente as minhas pernas mais pesadas do que o habitual. Mas naquele momento ainda acreditava que podiam ser só nervos e que os músculos estivessem um pouco mais tensos. Talvez com o início da corrida passase. Só que não passou.

Tentar seguir o “Ferrari” foi demais para mim

Tal como na Meia Maratona D’Ouro Run voltei a contar com o António em mais uma tentativa de bater o meu recorde pessoal. O “Ferrari”, como já lhe chamo, foi mais uma vez incansável no apoio, sempre a incentivar e a puxar, até que me perdeu de vista. Mais uma vez faltou meter o turbo para o conseguir acompanhar! Mas um dia chego lá máquina, prometo!

 

Lado a lado com o António "Ferrari" e fica prometido que um dia acabamos uma prova juntos (ao teu ritmo)!
Lado a lado com o António “Ferrari” – um dia acabamos uma prova juntos (ao teu ritmo)!

 

Começamos tranquilos e eu até ia com boas sensações. Num ritmo forte mas controlado, os primeiros quilómetros fizeram-se bem e prometiam uma boa prova. Estava animado e a sentir que aquele até podia ser o meu dia. Só que a partir do km 5 as coisas mudaram drasticamente… As boas sensações foram trocadas pelo desconforto nos gémeos.

 

Tentei… não posso dizer que não tentei seguir no ritmo do António. Aguentei o mais que pude. Tentei reduzir um pouco o ritmo de forma a encontrar uma zona de conforto, mas quando dei por ela já estava na casa do 4min30s. Estava a ver o objetivo ir pelo cano abaixo e a partir daí o que queria era lutar contra as dores e conseguir o melhor resultado possível.

 

Quase no final e em jeito de repetição da Maratona de Madrid o Fábio voltou a passar em grande voo por mim para um novo recorde pessoal na Meia Maratona! Moço da próxima sou eu que passo por ti a voar!!! Lê bem isto!

 

Acabei por ficar um pouco longe da média a rondar os 4m16s/km que procurava. Só deu para os 4m29s que ainda assim me deram para completar a prova em 1h34m22s (tempo do chip). E ainda deu para voltar a cortar a meta com o meu sobrinho como na Corrida Fernanda Ribeiro.

 

Uma semana que devia ter sido de mais repouso

As horas a seguir à Meia Maratona do Porto 2018 foram postas ao serviço de perceber o que correu mal. Talvez a vontade de conseguir à última da hora encontrar velocidade para cumprir o objetivo se tenha sobreposto à lógica. A verdade é que o repouso foi em níveis inferiores ao necessário. Um treino de séries que passou dos limites das minhas forças e um treino de quinta-feira que devia ter sido muito mais moderado. Chego à conclusão que forcei demasiado o andamento na última semana e acabei por prejudicar-me com isso.

 

E com isto o importante é aprender a lição e tentar que isto não volte a acontecer. Agora é tempo de virar a concetração e as armas para a Maratona do Porto no início de Novembro. Em breve começa a época dos treinos longos na contagem decrescente para a minha 4ª Maratona!

 

Vou-vos pondo a par de tudo!

Resultado Meia Maratona do Porto 2018

Tempo Oficial: 01:35:05

Tempo Chip: 01:34:22

Ritmo Médio: 00:04:29/km

Classificação Geral: 572º lugar

Classificação Escalão: 116º lugar

 

 

Galeria Meia Maratona do Porto 2018

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