Já se tornou uma tradição no meu período de férias e este ano voltou a acontecer. Depois de passear pelas paisagens do Gerês (aqui e aqui), estive uma semana na Serra da Estrela e aproveitei para correr em altitude. Foram sete dias de estadia que permitiram 6 dias de treino e 1 dia de repouso. As sensações foram boas e são bons indicativos para as semanas e meses de competição que se avizinham.

Correr em Altitude: uma semana nas Penhas Douradas - Serra da Estrela
Correr em Altitude: uma semana nas Penhas Douradas – Serra da Estrela

Correr em altitude nas Penhas Douradas

Uma semana de Penhas Douradas, a 1500m de altitude, não pode ser desperdiçada quando se anda a treinar para a Meia Maratona do Porto. Foi por isso mesmo que preparei um plano de treinos para os sete dias de férias. Quatro destes dias foram a correr em altitude, com muitas rampas, muito sobe e desce e muita dedicação.

 

Já há alguns meses que as sensações não eram tão boas. Andava com algumas dificuldades a treinar, mas tudo parece ter sido superado. Voltei ao Porto muito satisfeito com os resultados. No total corri 47,18km, 4h15 a correr e 801m em ganho de elevação (dados do Strava).

 

O primeiro treino foi bem curtinho e serviu de habituação à altitude. Foi uma corrida de menos de 4km entre a Lago do Vale do Rossim e a minha casa. Já sei que este treino é o que mais custa, mas serve para fazer a necessária habituação a um ambiente onde o oxigénio é mais rarefeito. Serve para carburar o motor e apalpar terreno para o resto que há de vir.

 

 

Pernas para que vos quero

Já com alguma habituação aos 1500 metros estou preparado para começar os treinos mais a sério. Começo com um treino de 14km que já me põe mais à prova. Começa com uma descida até à estrada que liga Gouveia a Manteigas, uma passagem pelo Mondeguinho, pela Lagoa do Vale do Rossim e a terminar juntinho ao Vale das Éguas.

 

 

Pelo meio descidas, subidas, rampas com grande inclinação que me ajudam a fortalecer as pernas, com vista ao aumento da velocidade. Quanto ao ritmo, a média não é fenomenal…mas aqui também não é com isso que estou mais preocupado. O que pretendo é fortalecer a mente, a resistência, a capacidade de sofrimento e as pernas.

 

Super importante nestes treinos: ter em atenção a postura, para que não haja uma sobrecarga nos joelhos (tanto nas subidas como nas descidas).

 

A paisagem ajuda

Nem sempre é fácil correr em estradas de montanha, principalmente por causa do terreno acidentado. Tantas subidas e descidas podem não ser atrativos para muitos, mas para mim são um grande desafio e também uma hipótese de apreciar algumas das mais bonitas paisagens.

 

O terceiro treino é exactamente o reflexo deste pensamento. Correr quase 20km em terreno montahoso podem parecer um pesadelo. Mas se pensar bem encontro uma enorme dose de motivação nas paisagens que me são oferecidas pela Serra da Estrela (neste caso). Reparem bem nesta imagem e nesta vista que partilhei nesse dia na minha conta de Instagram! Não é de cortar a respiração!

 

 

Este foi um treino bem duro em que utilizei dois géis para repor as energias. Comecei novamente em casa (nas Penhas Douradas) e desci cerca de 5km até à antiga Pousada de São Lourenço, que em breve abrirá com nova gerência. O passo seguinte foi voltar para trás e trepar uma longa e exigente subida até ao Mondeguinho. A antiga casa do limpa-neves, na estrada entre Manteigas e Gouveia é o próximo check-point antes de abordar as últimas subidas até à Lagoa do Vale do Rossim e por fim até casa.

 

 

A sensação de dever cumprido faz com que correr em altitude se torne um verdadeiro prazer.

Último treino antes de REGRESSAR

 

Antes de voltar ao Porto ainda houve tempo para mais um treino de 14km com quase duas voltas completas ao percurso do segundo treino. Só que em vez de terminar em casa, acabei na Lagoa do Vale do Rossim com um belo mergulho refrescante. Um excelente final para uma semana a correr em altitude.

 

 

Só que não foi só correr que fiz durante esta semana. Aproveitei também a semana para dois treinos de reforço. Mas isso fica para outro post.

 

Falta agora avaliar os efeitos destes treinos em altitude quando regressar ao Porto.

2 Comentários

  • Helena Nunes

    Com uma vista deslumbrante como a da Serra, só pode ter sido uma ótima corrida!
    Não há nada como correr pela natureza 🙂

    https://theincompletediary.blogspot.com

  • Catarina Jesus

    Isso é que foi treinar! Nunca fui à Serra da Estrela sem ser no Inverno por isso apenas posso imaginar as paisagens.
    Beijinhos,
    Yellow Rain

Abranda o ritmo e não te esqueças de me deixar o teu comentário