Voltar a correr a Maratona em Madrid fez-me voltar atrás no tempo e abrir o baú de memórias. Pelo meio de todas as recordações que fizeram parte desta terceira conquista, nos 42km que perfazem a distância rainha do atletismo, pus-me a pensar em como é que decidi aventurar-me na minha primeira maratona. (Para quem ainda não leu – aqui ficam os links para a parte 1 e 2 da minha terceira aventura na maratona).

A forma estava lá e o bichinho também

Foi em 2016 que corri a minha primeira maratona, a do Porto, mas esta história começa um ano antes, 2015, por altura da Meia Maratona do Douro Vinhateiro. Naquela que ainda hoje continua a ser a minha melhor participação nesta prova da Running Wonders, com um tempo líquido de 1h30m09s, a forma como estava a voar no asfalto fazia-me sonhar com voos mais altos. Estava provavelmente num dos melhores momentos de forma da minha vida e sentia-me capaz e com vontade de me desafiar a mais.

 

Não quis lançar-me de imediato nesta campanha, mas confesso que a ideia não me saiu mais da cabeça e foi comigo na mala de férias. A vontade crescia e fui-me mentalizando, mas também lendo muito sobre o que seria necessário fazer para me preparar condignamente para a minha primeira maratona.

 

Sim, o objetivo era acabar, mas nunca quis que isso fosse feito à custa de um esforço atroz e que não disfrutasse do momento. Portanto queria estar bem mentalizado mas também preparado fisicamente para o que aqueles primeiros 42km da minha vida exigiriam de mim fisicamente.

Perceber o que é preciso para correr a primeira maratona?

A primeira coisa que aprendi foi que na maratona não se baseia tudo nas nossas aptências físicas…mas que os nossos resultados também dependem imenso da nossa cabeça. Uma boa dose da capacidade do ser humano conseguir correr os 42km devem-se à sua capacidade de enfrentar este desafio físico e de, mesmo quando nos falham as forças, conseguirmos encontrar energia para correr mais uns metros (ou kms). A capacidade de nos desafiarmos e confiarmos em nós mesmos é fundamental para qualquer pessoa que decide correr a primeira maratona, a segunda e a terceira…e por aí fora! A barreira psicológica dos 30km, mais conhecida como a “parede”, deve também parte do vosso vocabulário de maratonista. Vão ouvir muitas pessoas dizer que os primeiros 30km qualquer um faz, mas que os últimos são o grande desafio para qualquer atleta.

 

A preparação para a minha primeira maratona começou logo no verão mas a inscrição só chegou lá mais para setembro. Apesar de a vontade já lá estar…a verdade é que a coragem foi de férias e só quando regressei ao Porto é que decidi fazer a inscrição. A partir daí foi começar a treinar. Confesso que não a ninguém esta minha decisão inicialmente. Não queria pressão, não queria muitas perguntas, acho que no fundo não queria dar grande importância para o caso de acabar por achar que não me sentia preparado poder desistir da ideia sem ninguém saber (ahahahaha cagufas!!!!).

Não foi à primeira…mas não desisti

Curiosamente pouco depois de ter revelado lá em casa que tinha decidido correr a minha primeira maratona, o pior aconteceu…A pouco mais de um mês para a prova lesionava-me no joelho e era forçado a desisitir do meu grande objetivo do ano e a passar 5 longos meses sem poder correr.

 

Voltei e voltei com mais vontade ainda de cumprir este objectivo e foi precisamente o que fiz no ano seguinte.

 

Mas estas são histórias para outros posts.

 

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