Muchas gracias, muchas gracias y muchas gracias Madrid! Estas são as primeiras palavras que me vêm à cabeça. Agora que já estou de volta ao Porto continua a ser um pouco difícil descrever a sensação que foi correr a Maratona de Madrid. Foi a minha primeira prova internacional e a terceira maratona da minha vida e como em todas as outras que orgulho sinto por mais uma vez ter conseguido cumprir os mágicos 42km.

A ambição era grande para esta maratona, tentar quebrar a barreira das 3h30 e os treinos apontaram sempre a este objectivo (ver artigos sobre a preparação – parte 1 e 2). Infelizmente não foi possível desta vez, o corpo não aguentou e cedeu depois dos 30km. Mas nem por isso posso deixar de estar orgulhoso do resultado já que consegui melhorar em 2 minutos o meu anteriro registo à maratona. Novo recorde pessoal alcançado!

A festa FEZ-se pelas ruas de Madrid

Que diferença…que diferença que foi correr em Espanha. 35000 corredores estiveram na partida, divididos por três distâncias (10km, Meia Maratona e Maratona) mas muitas mais ajudaram a fazer a festa ao longos (dos meus) 42km. E que festa! Por todo o lado, ou quase todo o lado, não faltou apoio, algo que por vezes sentimos falta nas provas em Portugal. Fomos nós (corredores) mas também o público que fizeram desta prova algo marcante e que nunca mais esquecerei.

O apoio foi fundamental. Quando constantemente ouvimos palmas, gritos de apoio e incentivos parece que conseguimos ir buscar forças onde elas já não parecem existir. Fazem-nos sorrir a cada recta, a cada curva, a cada descida e até nas subidas (e em Madrid eram muitas).

E o que dizer da sensação de correr a linha meta enrolado nas cores da bandeira de Portugal? Essa então nunca mais vou esquecer. Um dia antes de partir para Madrid resolvi que queria correr com a bandeira e cruzar a meta com ela. Só no sábado arranjei uma solução para a levar comigo…mas tudo fez sentido quando no último km, já com a bandeira nos ombros, comecei a ouvir gritar por Portugal.

Foram gritos de portugueses, de espanhóis e de muitos sotaques diferentesque gritavam por Portugal e essa memória está-me gravada para sempre (e confesso que ainda me dá uns certos arrepios). Àquele grupo (completamente desconhecido) de portugueses que estavam mesmo junto à meta só tenho a dizer que me fizeam ganhar o dia pela festa que fizemos juntos. Que orgulho correr com as nossas cores!

Mas vamos lá falar da corrida?

Ups…isto já vai um bocado comprido e é melhor deixar para contar o resto amanhã. São só mais umas horinhas de espera…prometo que vai valer a pena.

 

 

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