Para garantir a constante motivação e preparação para o grande objectivo que é a Maratona de Madrid decidi participar em algumas provas durante o mês de Março e Abril. Depois da 1h38min da Meia Maratona de Lisboa chegou a vez da Meia Maratona de Braga onde o objectivo passava principalmente por dar quilómetros às pernas e treinar o ritmo em terreno acidentado.

Organizada pela Runporto esta prova vai já na terceira edição, mas esta foi a primeira vez que participei. Sinceramente, não é das provas que mais gostei…o traçado apesar de ser desafiante pelo declive ao longo do percurso, não é propriamente o mais bonito e não é uma prova que traga muita gente para a rua. Na maior parte do percurso percorre-se a via rápida de Braga e algumas das suas artérias laterais. No entanto este era um excelente traçado para treinar para o percurso acidentado que vou encontrar em Madrid, por isso lá fui eu.

Sem expectativas na Meia Maratona de Braga

À partida para a prova na minha cabeça não havia quaisquer objectivos reais em termos de tempo. A ideia era deixar as pernas trabalharem e acima de tudo habituarem-se às subidas e descidas. Controlar, controlar e controlar: a minha estratégia de corrida baseava-se no controlo da passada, do ritmo e da energia – elementos fundamentais no caminho até à Maratona de Madrid.

Logo nos primeiros metros da corrida e já estávamos a subir, não havia grande tempo para entrar na passada certa. Apesar de se tratarem de subidas relativamente ligeiras, eram subidas e grande parte dos primeiros 5km foram feitos num constante sobe e desce. Mas a grande subida estava prestes a chegar. Depois de passado o McDonald’s da Rodovia (não, não fui lá ao brunch ahahaha) eis que chegava a hora de subir até à entrada da estrada para a Póvoa de Lanhoso e o Gerês – quem por lá já passou sabe que não é pêra doce e não é por causa das milhares de rotundas!

Esta é uma subida com um grau de inclinação já elevado que exige um grande controlo para não se abusar demasiado no gasto de energia, mas também não perder demasiado o ritmo. Etapa ultrapassada com sinal positivo e as pernas estavam a responder bem ao esforço. Estava na hora de aproveitar a descida para recuperar algum tempo e quem sabe pensar num tempo já abaixo da 1h35m, que para mim já seria um excelente resultado.

A etapa que se seguiu incluiu uma gigante recta que parecia não ter fim e que só acabava mesmo na meta. Aí surgiu um inimigo adicional de seu nome “Irene” que decidiu dar o ar de sua graça e dificultar o trabalho na estrada. Depois de mais de 15km a correr aquele vento não foi o que esperava e confesso que me recenti um pouco. Não gosto nada de vento!!! Ainda assim ainda houve energia para os últimos quilómetros, que apesar de terem sido corridos num ritmo mais lento ainda permitiram um tempo final muito satisfatório e abaixo da 1h35. Missão mais que cumprida e as boas sensações faziam-se sentir nas pernas.

 

Resultado Final

Tempo Oficial: 1h34m18s

Tempo Líquido: 1h33m53s

Ritmo médio: 4m28s/km

Classificação Geral: 208º lugar

Classificação Escalão: 47º lugar

 

Para a história ficam também estas imagens da prova, fotografias da autoria da minha Mãe, a minha fã nº1 e que me acompanha em muitas destas aventuras na estrada! Como sempre muito obrigado a ela 🙂

 

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