Fevereiro a acumular KMs para a Maratona de Madrid

Com a necessidade de começar a acumular quilómetros nas pernas, mas sem abusar no esforço comecei a treinar três vezes por semana normalmente com a distância a rondar os 10km. O objetivo era começar a ganhar ritmo, mas sem me deixar cair na tentação de dar tudo de uma vez e prejudicar toda a preparação para a Maratona de Madrid.

 

A minha sensação na altura: as pernas parecem pesar toneladas! Havia ali um pouco de desilusão por ter permitido baixar tanto a forma, mas sabia que mais tarde ou mais cedo isso ia passar. Só não podia querer ir com demasiada sede ao pote. Variando os ritmos nos diferentes treinos a verdade é que cerca de duas semanas a capacidade de correr a um ritmo 4m30 voltou.

 

Estávamos a caminho do final do mês de Fevereiro, mas estava na altura de começar a pensar noutras distâncias e não há nada melhor do que uma meia maratona para desafiar.

De regresso à meia-maratona em Lisboa

Para preparar as pernas para os treinos longos de Março decidi correr a minha primeira prova de 2018: a Meia Maratona de Lisboa. Sem pensar em grandes tempos, o objetivo era fazer os primeiros 21km seguidos do ano, com um ritmo minimamente decente. Se ao início pensei que o 4m30 era possível…ao fim dos primeiros 10km percebi que não ia ser possível. Apesar da vontade lá estar as pernas já não estavam habituadas àquele ritmo durante tantos quilómetros. A chuva e o vento em Algés foram os maiores adversários, mas foi com dois grandes aliados que os ultrapassei.

 

O António e o Fábio foram os meus companheiros de combate e sem a companhia deles o tempo seria sem dúvida pior. A fechar a festa chegou o Bruno no final fresquinho que nem uma alface…para quem dizia que não ia conseguir acompanhar deixou-nos aos três para trás com uma pinta!

 

O objetivo alcançado com um tempo de 1h38m58s de olhos postos nos longões de março. E a Maratona de Madrid cada vez mais perto!

Os longões de Março

Além de uma grande exigência de rotina ao nível de treinos, alimentação e recuperação, o treino para a maratona tem nos treinos longos outra das suas dificuldades. Os longões são fundamentais nesta preparação já que nos aproxima do esforço que vamos dispender durante os 42kms de uma maratona. Com eles além de treinarmos a resistência e a endurance, pomos à prova a nossa mente, um ingrediente fundamental para qualquer pessoa que se desafie a correr uma prova dura como esta.

 

A capacidade de sofrer e de não deixar o cérebro estar constantemente a pensar na quantidade de quilómetros que faltam para o final são essenciais, principalmente na fase da “parede”. A partir dos 30/32km é preciso estar preparado para sofrer, para continuar num ritmo certo para que aquela réstia de força e energia não se dissipem e nos deixem em sofrimento atroz até ao fim.

A dureza dos 30 e 35km

Estes foram os dois treinos mais longos que fiz na preparação para a Maratona de Madrid, com a ajuda do meu parceiro de maratonas, o João. Pelo meio ainda houve oportunidade de voltar à distância da meia maratona, em Braga, e fazer o melhor tempo do ano 1h33m.

 

Nos 30km a ideia foi simular o tipo de terreno que vamos encontrar em Madrid, com algumas subidas e descidas. As sensações foram fantásticas. Confesso que, em certa medida fiquei surpreso com o ritmo e com a certa facilidade com que enfrentei algumas das subidas. Sempre em ritmo constante mas sem nunca ir além do que o corpo permite, regressou a vontade de bater o melhor tempo da Maratona e quem sabe até baixar das 3h30m.

 

Depois de Braga seguiu-se o treino dos 35km, o mais duro e mais real teste antes dos 42km de Madrid. É aqui que se fazem os últimos testes e se percebe para que tempo o corpo está a responder. O final foi duro…muito vento contra. Mas mesmo assim ao longo de mais de 30km o ritmo manteve-se sempre abaixo dos 5m00/km, um bom indicativo para a possibilidade de realmente conseguir de baixar das 3h30m. Fica só a faltar conseguir gerir melhor o ritmo para que o final não seja demasiado sofrido e para que na meta sejam só sorrisos. Sinto que um bom resultado está na calha e isso motiva-me ainda mais nestas últimas semanas.

 

No próximo fim-de-semana um último teste de meia-maratona para conseguir baixar o tempo e a dificuldade em correr a velocidades mais altas. No entanto, sem nunca forçar em demasia porque o objetivo neste momento é o dia 22 de Abril.

 

Madrid está aqui tão perto!

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