Hoje em dia quem me conhece pensa que sempre fui assim, focado na corrida, cuidadoso com a alimentação e sempre a pensar na forma. Mas a verdade é que nem sempre foi assim e durante muitos anos a proscrastinação imperou por estes lados e os quilos também.

Sempre fui um bom garfo e sempre tive o meu “pneu” de estimação. E enquanto pratiquei desporto, a verdade é que tudo correu mais ou menos bem. Só que depois da faculdade e da entrada no mercado do trabalho foi um verdadeiro descalabro. Sem rotina desportiva e a comer que nem um abade…não havia milagres e a verdade é que comia, não…devorava tudo que me aparecia à frente e sem pensar no mal que estava a fazer a mim mesmo.

Estava a precisar do Clique

A mudança de mentalidade deu-se em duas fases, mas a primeria foi por volta de 2010. Nessa altura o meu peso rondava os 90 quilos, mais coisa menos coisa, e a tendência era piorar. Estava numa festa de aniversário em casa dos meus avós, lembro-me como se fosse hoje, a conversar com a Zé e ela muito frontal (e como lhe agradeço a sinceridade) simplesmente virou-se para mim:

“Olha lá, então um rapaz giro como tu…como é que te deixaste chegar a esse ponto”.

Ainda hoje estas palavras soam na minha cabeça e naquela altura foram de facto o clique que faltava para perceber que o rumo que estava a tomar não me fazia bem.

Foi nessa altura que comecei a pensar no que poderia fazer: a hipótese de voltar a tentar o ginásio estava posta de parte. As únicas experiências não tinham sido motivadoras e sentia que precisava de um desporto ao ar livre e que se pudesse adaptar com os meus horários de trabalho. E foi aí que surgiu a corrida.

da caminhada à corrida

Como é óbvio não comecei imediatamente a correr! Os primeiros tempos foram uma transposição de uma total paragem desportiva para alguém que quer diariamente praticar desporto, pelo que comecei com caminhadas diárias depois do jantar. Cerca de 30 todos os dias. Além disso todos os trajectos entre o metro e o trabalho passaram a ser feitos obrigatoriamente a pé. Sem recurso a carro ou boleia.

Ao final do primeiro mês já começava a sentir o corpo a responder e gradualmente fui introduzindo uma ligeira corrida no final de cada treino. Para além de me pôr a mexer comecei a perceber também que aquela caminhada/corrida me ajudava a aliviar o stress e a resolver questões de trabalho, a tomar decisões. Tinha encontrado uma motivação adicional para a corrida!!!

Os primeiros quilómetros de corrida

Pouco tempo depois comecei a correr mais do que a andar e daí a começar a vir a correr do trabalho até ao metro um pulinho. A corrida passava a fazer parte do meu dia-a-dia. A estar adequada à minha rotina e até passei a sentir a falta dela. Em cerca de 5 meses já estava a rondar os 78kg e, fundamentalmente, sentia-me muito melhor com o meu corpo, mas acima de tudo comigo mesmo.

Foi assim que começou esta paixão que hoje em dia se tornou em estilo de vida. Tiram-me a corrida e tiram-me uma boa parte da minha vida! Desafiem-me para uma corrida e temos boost de alegria!!!

3 Comentários

  • André Rodrigues

    Muito bom!

    Estou a passar infelizmente por essa fase de aumento de peso, e para o que pretendo do meu blog não é o melhor.

    Tem sido muito complicado, trabalho, relacionamento, comer fora… Falta de tempo para desporto(que adorava).

    és um exemplo fico mesmo feliz que tenhas conseguido te encontrar de novo!

    Siga para a frente é que é caminho!

    http://www.mygentlemanside.com

  • Tita Gold and Beauty

    Poucas coisas são tão relaxantes para mim como correr à chuva 🙂

  • Brenda C.

    Que fixe! Nunca vi a corrida como algo que fosse resolver os meus problemas de sedentarismo, até porque mesmo praticando desporto (até ir para a faculdade) sempre tive muitas dificuldades em correr mais do que 100 metros sem ficar a morrer sem ar xD Mas com este post fiquei motivada! Pode ser que andando durante uns tempos consiga criar resistência para depois um dia conseguir correr 🙂

    Beijinhos, Brenda
    http://momentosdeataraxia.blogspot.com/

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